De R$ 90 mil a R$ 680 mil num único mês: como a Neopreve saiu da dívida de R$ 200 mil.
Em março de 2026, o Álvaro me mandou o fechamento do mês. R$ 680 mil faturados. R$ 80 mil só de imposto. Ele riu ao dizer o número, porque nove meses antes esse mesmo casal faturava R$ 90 mil por mês e ainda corria atrás pra pagar uma dívida de R$ 200 mil.
Não foi sorte. Foi método aplicado a cada quinze dias, sem depender de tráfego pago, e começou com um diagnóstico que o casal não queria ouvir.
O ponto de partida
Álvaro e Amanda tocam a Neopreve juntos. Ele cuida da operação, das obras e da oficina. Ela cuida da gestão, dos laudos e do administrativo, e tem MBA em gestão de obras.
Quando entraram na aceleração, a empresa faturava cerca de R$ 90 mil por mês. Era, nas palavras do próprio Álvaro, "fundo de quintal": muita demanda, pouca estrutura e o casal preso no operacional o dia inteiro.
Amanda travava a empresa sem perceber. Perfeccionista, refazia tudo e não delegava. E as obras de bombeiro viviam um retrabalho crônico: outra equipe cortava um cabo, um usuário mexia num equipamento, e lá se ia o trabalho de novo. O diagnóstico foi direto.
O coração da empresa não é o financeiro. É o comercial, e o dinheiro é consequência.
A virada, em quatro alavancas
Nenhum ajuste isolado virou esse jogo. Foram quatro alavancas puxadas na ordem certa, cada uma destravando a seguinte.
1 · Gestão: sair do operacional
A primeira mudança foi de dentro. Amanda largou o perfeccionismo e adotou uma frase que virou bússola:
"Os clientes antigos que te sustentam são o teu caixa. Se tu quiser ter lucro, tu tens que ir pros clientes novos. Quem olha para trás não resolve."- Amanda Lederes
2 · Comercial: captação ativa, sem tráfego pago
A Neopreve investe cerca de R$ 700 por mês em anúncio, e só institucional. O crescimento veio de ajuste comercial fino, feito a cada quinze dias, e de precificação por valor. Amanda resume:
"Vendi R$ 18 mil de laudo semana passada e eles não olham preço, só querem saber o prazo. Saiu o pedido de compra na hora."- Amanda Lederes
3 · Foco: não largar o nicho
Chegaram a cogitar virar "soluções prediais". Foram desaconselhados. A marca continuou sendo bombeiro, e a diversificação (reparos prediais) entrou controlada, sem roubar foco do produto principal.
4 · Time e processos
A empresa saiu de micro para pequena. Álvaro passou a formar um líder interno, criou métricas de produtividade na oficina e na obra, e transformou a reunião quinzenal em cultura. A oficina saltou de cerca de 350 para mais de 600 serviços no mês.
As quatro alavancas, na ordem
- Sair do operacional
- Farol + Zona de Genialidade
- Fim do perfeccionismo
- Captação ativa, sem tráfego
- Ajuste comercial a cada quinze dias
- Preço por valor, não por preço
- Manter o nicho bombeiro
- Diversificar sem perder o foco
- Formar líder interno
- Métricas de produtividade
- Cultura por reuniões
Os números
A curva não foi um salto de sorte. Foi subida mês a mês, com KPI acompanhado:
Faturamento mês a mês
| Mês | Faturamento |
|---|---|
| jun/2025 | R$ 90 mil |
| out/2025 | R$ 230 mil |
| dez/2025 (1ª vez nos 300k) | R$ 325 mil |
| fev/2026 | R$ 480 mil |
| mar/2026 | R$ 680 mil |
No caminho, um orçamento de R$ 75 mil na Santa Casa de Porto Alegre, uma obra nova de cerca de R$ 2 milhões e um colégio de 36 mil m² entregue em tempo recorde, que abriu um nicho educacional inteiro. Média dos últimos seis meses: R$ 400 mil por mês.

O resultado que não cabe em planilha
O melhor número desse caso não é financeiro. Um dia a mãe da Amanda veio visitar. E ela contou, quase sem acreditar:
"Consegui tirar a tarde de folga. Sem culpa, sem estresse, só comandando algumas tarefas pelo WhatsApp, e tudo funcionando. Não vou abrir mão disso."- Amanda Lederes
Era esse o objetivo desde o primeiro dia. O faturamento só veio depois, como consequência.
Assista ao depoimento
Q&A
Dá para crescer faturamento sem depender de tráfego pago?
Sim, é possível. A Neopreve investe cerca de R$ 700 por mês em anúncio, e só institucional. O salto de R$ 90 mil para R$ 680 mil por mês veio de ajuste comercial fino, feito a cada quinze dias, e de precificação por valor, não de mídia paga.
Faz sentido diversificar o nicho quando a empresa começa a crescer?
Nem sempre. A Neopreve chegou a cogitar virar "soluções prediais", mas foi desaconselhada. A marca continuou sendo bombeiro, e a diversificação em reparos prediais entrou de forma controlada, sem roubar foco do produto principal.
Por que o perfeccionismo do dono pode travar o crescimento de uma empresa?
Porque perfeccionismo vira microgestão. Amanda Lederes refazia tudo e não delegava, e isso travava a empresa sem que ela percebesse. A virada veio com uma frase que virou bússola: "Os clientes antigos que te sustentam são o teu caixa. Se tu quiser ter lucro, tu tens que ir pros clientes novos."
Quer construir a sua própria virada?
A Neopreve não teve sorte. Teve método, aplicado a cada quinze dias. É exatamente isso que fazemos na aceleração Ozare com empresas de engenharia e arquitetura. Comece pelo diagnóstico.
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ZARE