Caso real · Pilar Gestão

Achava que faturava R$ 40 mil. Descobriu que era quase o dobro.

Esse é Raphael Barradas, da Multifilar. Vivia de indicação, sem controle de vendas e sem previsibilidade de nada, preso no operacional, executando cada projeto com as próprias mãos. A virada não começou pela ferramenta. Começou pelos números reais do próprio negócio.

Por Rafael Zaccari · Fundador do Grupo Ozare · Atualizado em 2026-07-24

O ponto de partida

Raphael Barradas achava que faturava R$ 40 mil por mês. Toda a receita da Multifilar vinha de indicação, sem controle de vendas e sem previsibilidade de nenhuma espécie. Ele estava preso no operacional, executando cada projeto com as próprias mãos, sem tempo para olhar o negócio de cima.

Numa das primeiras revisões financeiras, a planilha que ele próprio já mantinha mostrou um cenário ruim: parte da receita entrava por pessoa física, sem nota fiscal, fora de qualquer controle formal, e um pró-labore alto ajudava a drenar o caixa. O passo seguinte foi refazer o levantamento do zero, com todas as entradas e saídas reais, com ou sem nota, para achar o ponto de equilíbrio verdadeiro e a precificação correta.

R$ 80 mil/mês
faturamento real, revelado pelo DRE (o dono achava que era R$ 40 mil)
Raphael Barradas · Multifilar

Foi aí que o número real apareceu. A Multifilar faturava perto de R$ 80 mil por mês, quase o dobro do que Barradas imaginava, e ele não sabia.

Quem manda ali é o projetista ou o empresário?- a pergunta que reorganizou o negócio

Enquanto o projetista decide, a agenda é refém da entrega e o faturamento é o que a indicação trouxer naquele mês. Quando o empresário assume, a ordem das coisas muda.

A virada, em quatro alavancas

Não foi a ferramenta que resolveu. Foi a ordem certa: primeiro enxergar os números, depois tirar o dono do centro de cada tarefa, então construir estrutura pra o trabalho acontecer sem depender de heroísmo, e só no fim a tecnologia.

1 · Números: enxergar o que o negócio realmente fazia

Sem DRE de verdade, toda decisão era achismo. Custo por trabalho, margem por projeto, quanto entrava e quanto saía, nada disso estava visível. Foi o primeiro passo, e o mais desconfortável: parar de decidir no escuro.

2 · Gestão: tirar o dono do centro de cada tarefa

Enquanto Barradas era o único que prospectava, orçava, negociava e ainda entregava o projeto, o negócio não crescia, só cansava. A segunda alavanca foi separar decisão estratégica de execução operacional.

3 · Estrutura: trabalho sem depender de heroísmo

De um homem sozinho, a Multifilar cresceu para nove pessoas: Raphael como responsável técnico e gestor, David no administrativo financeiro, e mais sete no time operacional, entre técnicos em eletrotécnica e um estagiário, hoje atendendo grandes players da construção em Belém.

4 · Ferramenta própria: por último, de propósito

Só no fim veio a ferramenta, a solução própria construída em cerca de três semanas, junto com a migração para o ClickUp. A tecnologia entrou por último de propósito: automatizar um processo torto só entrega desorganização mais rápido.

"Nesse um mês de utilização, meus funcionários têm login no software, eles que vão dando check nas tarefas, eu vou demandando pra eles. Cara, nesse um mês a nossa operação mudou da água pra vinho."- Raphael Barradas, Multifilar

As quatro alavancas, na ordem

Ponto de partida
Achava que faturava R$ 40 mil · 100% indicação · preso no operacional
Alavanca 1 · Números
  • DRE de verdade, sem achismo
  • Ponto de equilíbrio e precificação real
Alavanca 2 · Gestão
  • Tirar o dono do centro de cada tarefa
  • Separar estratégia de execução
Alavanca 3 · Estrutura
  • De um homem só a nove pessoas
  • Trabalho sem depender de heroísmo
Alavanca 4 · Ferramenta própria
  • Construída em cerca de três semanas
  • Migração para o ClickUp
Resultado
R$ 80 mil/mês reais · nove pessoas · operação gerenciável à distância

Os números

Sem controle de vendas, o faturamento ainda oscila mês a mês, e o próprio Barradas é o primeiro a admitir isso sem enfeitar:

"Rafa, varia muito, mas se eu fizer numa média de 100, 150, às vezes é 80. Esse mês agora bateu 250, com dois projetos grandes que eu fechei. Mas mês passado, por exemplo, foi 20, no outro foi 30, no outro é 90."- Raphael Barradas, Multifilar

Não é uma curva limpa de subida em linha reta. É a fotografia real de quem ainda vive de indicação, mas agora com os números visíveis, prontos para virar processo em vez de surpresa.

O resultado que não cabe em planilha

O que mudou não foi só o número. Foi o lugar de onde Barradas passou a olhar a própria empresa:

"Eu vou só registrando no software, já vou demandando pra um, pra outro, já dizendo que um tem que fazer o outro, e tô tranquilidade pura aqui brincando com o meu cloud."- Raphael Barradas, Multifilar

Ele mesmo resume o que sentiu no processo: "Eu comecei não acreditando muito, fui implementando, só que foi se tornando uma proporção muito grande, e eu acabei migrando tudo depois." A ordem certa, no fim, é o que faz o dono sair de dentro da execução e passar a enxergar o próprio negócio de cima.

Mais recentemente, Raphael me contou que a Multifilar já fatura R$ 250 mil, e que ele estava trabalhando de São Paulo, longe fisicamente do escritório em Belém, com a operação rodando normalmente sem ele lá dentro. É o teste de verdade da estrutura montada: se o negócio só funciona com o dono presente, a estrutura ainda não existe. Quando funciona de outro estado, funciona.

E o próprio Raphael faz questão de deixar claro onde está o orgulho dele. Não é no R$ 250 mil. É na gestão descentralizada: a empresa que continua de pé mesmo com ele em outra cidade, cuidando do que importa sem precisar estar fisicamente ali pra sustentar tudo.

Assista ao depoimento

Q&A

Por que o faturamento real de uma empresa pode ser bem diferente do que o próprio dono imagina?

Porque parte da receita pode entrar por caminhos que fogem do controle diário, como pagamento direto à pessoa física, sem nota fiscal, misturado ao caixa pessoal do dono. Foi o caso da Multifilar: sem um DRE de verdade, o empresário achava que faturava R$ 40 mil por mês. Ao refazer o levantamento com todas as entradas e saídas reais, com ou sem nota, o faturamento revelado foi de quase R$ 80 mil, o dobro do que ele enxergava no dia a dia. Sem esse número certo, toda decisão de preço, contratação ou investimento é feita no escuro.

Por que resolver a tecnologia antes de resolver a gestão costuma piorar a bagunça de um escritório técnico?

Porque uma ferramenta só organiza o que já tem uma ordem por trás. No caso da Multifilar, a sequência que funcionou foi primeiro enxergar os números reais do negócio, depois tirar o dono do centro de cada tarefa, em seguida construir uma estrutura de equipe que sustentasse o trabalho sem depender de heroísmo, e só no fim entrou a ferramenta, uma solução própria construída em cerca de três semanas, junto com a migração para o ClickUp. Automatizar um processo torto antes de resolver as outras três etapas só entrega desorganização mais rápido.

Como saber se a estrutura de uma empresa realmente se sustenta sem a presença constante do dono?

O teste é literal: o negócio continua funcionando quando o dono está fisicamente longe da operação. Raphael Barradas passou a trabalhar de São Paulo enquanto a Multifilar seguia rodando em Belém, com a equipe recebendo demandas e dando andamento às tarefas sem ele por perto. Segundo ele mesmo, o orgulho não está no faturamento maior, e sim nessa gestão descentralizada, a prova de que a estrutura montada nas etapas anteriores realmente segura o negócio de pé, mesmo à distância.

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RZ
Rafael Zaccari
Fundador do Grupo Ozare · 137 clientes atendidos
Passou de projetista BIM, ganhando R$500 por mês, a fundador do Grupo Ozare. Hoje ajuda engenheiros e arquitetos a venderem melhor sem viver de indicação.
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