Precificação por valor percebido: o cliente não paga pelo item, paga pelo problema que deixa de ter.
Cliente não compara preço, compara risco. Alex Hormozi batizou isso de Equação de Valor no livro $100M Offers: quanto mais nebuloso o resultado prometido e a certeza de alcançá-lo, mais caro o número na proposta parece, não importa qual seja. Reduza essa nebulosidade e o orçamento para de ser o único critério de decisão. Isso vale pra qualquer proposta técnica de engenharia ou arquitetura, e é exatamente aí que a maioria erra.
Na prática, é isso que muda quando a proposta é reescrita nesse sentido:
- Começar pela dor e pelo objetivo do cliente, nunca pelo escopo técnico. Ele precisa se reconhecer no primeiro parágrafo, antes de qualquer item de lista aparecer na tela.
- Explicar os riscos que a solução evita, com número e caso real sempre que possível. Adjetivo sozinho, tipo "projeto seguro" ou "obra de qualidade", não sustenta preço nenhum.
- Mostrar o processo de trabalho com clareza, não só a entrega final. Processo visível constrói confiança antes mesmo da entrega existir, e é a confiança que sustenta o preço.
- Separar valor percebido de lista técnica em blocos distintos da proposta. Cada um cumpre uma função, e misturar os dois é o erro mais comum.
- Fechar com próximos passos e critério de decisão claro. "Aguardo retorno" não pede nada de concreto, e proposta que não pede nada não recebe resposta.
Q&A
Como escrever uma proposta de engenharia que não seja comparada só pelo preço?
Começando pela dor e pelo risco do cliente, não pelo escopo técnico. A proposta deve mostrar o que acontece se o serviço for feito errado, separar valor percebido de lista técnica e deixar o preço por último.
O que é a Equação de Valor de Alex Hormozi aplicada a propostas de engenharia?
É a ideia de que quanto mais nebuloso for o resultado prometido e a certeza de alcançá-lo, mais caro o preço parece, não importa qual seja o número. Reduzir essa nebulosidade, mostrando risco, processo e valor percebido antes do preço, tira o orçamento de ser o único critério de decisão do cliente.
O que responder quando o cliente diz que achou caro?
Voltar para o risco, não para o preço. Pergunte o que acontece se o problema não for resolvido e recalcule o custo de fazer errado, ou de não fazer. Isso é parte da quebra de objeções em 6 passos da Venda Consultiva Ozare: cliente que ainda debate preço, geralmente não entendeu o risco, não é picareta.
Quer o método aplicado ao seu escritório?
Este texto é um recorte. No Diagnóstico Ozare, a gente adapta o processo à sua realidade.
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